O Diário que Minha Mãe Não Leu

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Minha leitura neste final do ano foi de uma obra que recebi para resenha da jornalista pernambucana Manuella Antunes. “O Diário que Minha Mãe Não Leu” é uma nova significação para os textos que a Manu publicava despretensiosamente online e também para as suas próprias memórias.

A cada página, percebemos o quão transformadora foi e tem sido a sua jornada. É também a representação de uma mulher jovem na nossa sociedade contemporânea. Manu é livre e a sua escrita nos mostra exatamente isso. A sua busca pela liberdade, pela expressão, pelo amor (principalmente o amor próprio), a paz e a sabedoria. E, afinal de contas, não é tudo que isso a gente sempre deseja para um novo ano?!

O livro, editado pela Bagaço, tem capa e ilustrações de Raoni Assis. Manu também contou com a valioso trabalho de Andréa Aguiar com o projeto gráfico da TumTum Design e fotografia de Flora Pimentel.

A obra traz 26 crônicas em tom confessional. O título foi inspirado em um dia em que sua mãe descobriu os seus textos e neles as suas pequenas travessuras de garota.

“Eu tinha 15 anos. Queria nada com a vida. Só paquerar.”

Outra crônica que nos desperta a atenção é a que Manuella fala sobre o seu estado civil: divorciada aos 27.

“Olhei meu melhor amigo de uma década no olho e vi: não éramos felizes. Não mais seríamos. Simples assim. Só que não.”

É, Manu. A vida não é mesmo fácil. Mas sigamos todos nessa busca constante pelo que nos faz feliz.

2 Comments


    1. // Reply

      Oi, Tati! Muito feliz com a sua visita

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